Só Jesus Cristo é o Senhor

Profecia Biblica

Profecia Bíblica – Verdade ou fraude?

A profecia bíblica é prova convincente da alegação da Bíblia de ser verdadeiramente a inspirada Palavra de Deus ou é nada mais do que uma fraude elaborada? Como as profecias bíblicas se comparam com a história secular? A Bíblia declara: “Apresentai a vossa demanda, diz o SENHOR; trazei as vossas firmes razões, diz o Rei de Jacó. Tragam e anunciem-nos as coisas que hão de acontecer; anunciai-nos as coisas passadas, para que atentemos para elas, e saibamos o fim delas; ou fazei-nos ouvir as coisas futuras. Anunciai-nos as coisas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses; ou fazei bem, ou fazei mal, para que nos assombremos, e juntamente o vejamos. Eis que sois menos do que nada e a vossa obra é menos do que nada; abominação é quem vos escolhe” (Isaías 41:21-24). Como o Deus da Bíblia enfrenta o Seu próprio desafio?

Profecia Bíblica – O livro de Daniel
O Livro de Daniel é um exemplo impressionante de profecia bíblica. O livro alega ter sido escrito durante o século 6 AC, mas por causa da precisão de suas previsões detalhadas, os críticos de Daniel insistem que esse livro deve ter sido escrito depois dos acontecimentos descritos. Eles alegam que deve ter sido escrito algum tempo depois de 160 AC. Contudo, Flávio Josefo, historiador da corte de três imperadores romanos sucessivos, documenta Alexandre o Grande recebendo uma cópia do livro de Daniel durante a sua anexação de Jerusalém em 332 AC (O livro Antiquities of the Jews XI, Capítulo VIII, parágrafos 3-5). Além disso, de acordo com as duas narrativas pseudo-aristeas e com Flávio Josefo (Antiquities of the Jews XII, Capítulo II), Ptolomeu Filadelfo (308-246 AC) encomendou a tradução da Septuaginta do hebraico ao grego no século 3 AC. O livro de Daniel fez parte da Septuaginta e dos Manuscritos do Mar Morto, os quais datam de cerca de 200 AC (o manuscrito mais antigo de Daniel, 4Q114, data do final do século 2 AC).

Profecia Bíblica – Daniel 11
Tendo estabelecido a credibilidade de Daniel, vamos comparar a profecia bíblica encontrada no capítulo 11 com a história secular popular. O livro de Daniel descreve com incrível precisão o destino do Império Grego. Com a morte de Alexandre, o seu império seria dividido em quatro partes, haveria conflitos entre duas dessas divisões, o Egito e a Síria, e estas guerras afetariam a nação de Israel, a qual estava situada entre os dois. Na verdade, muitos dos conflitos eram pelo controle da Palestina (Israel). Os reis da Síria são conhecidos como os "reis do Norte" (isto é, ao norte de Israel, a profecia estava sendo relatada da perspectiva de Israel); os reis egípcios são conhecidos como os "reis do Sul" (sul de Israel) . Vamos percorrer os primeiros 20 versículos para provar o ponto. Cada passagem é seguida pela história secular descrita entre colchetes. Existem várias enciclopédias seculares online se você estiver interessado em dar uma olhada em qualquer uma das seguintes informações por si mesmo. 

Daniel 11:1-2: "Eu, pois, no primeiro ano de Dario, o medo, levantei-me para animá-lo e fortalecê-lo. E agora te declararei a verdade: Eis que ainda três reis estarão na Pérsia, e o quarto acumulará grandes riquezas, mais do que todos; e, tornando-se forte, por suas riquezas, suscitará a todos contra o reino da Grécia." 

[Dario, o Medo, era o vice-rei da Babilônia durante o reinado de Ciro II - também conhecido como Ciro o Grande - o qual governou de 550-530 AC. Observação: as datas mencionadas aqui e a seguir representam um período de reinado monárquico, não a duração da vida do governante. Os três reis que sucederam Ciro foram Cambises II (530-521 AC), Smerdis (521 AC) e Dario I (521-485 AC), filho de Dario Hystaspes. O quarto rei, Xerxes (486-465 AC), destacando-se em termos de riqueza e poder, lançou uma campanha elaborada contra a Grécia.] 

Daniel 11:3-4: "Depois se levantará um rei valente, que reinará com grande domínio, e fará o que lhe aprouver. Mas, estando ele em pé, o seu reino será quebrado, e será repartido para os quatro ventos do céu; mas não para a sua posteridade, nem tampouco segundo o seu domínio com que reinou, porque o seu reino será arrancado, e passará a outros que não eles." 

[O "rei poderoso" foi Alexandre o Grande (336-323 AC), o qual, logo após a conquista do Império Persa, morreu abruptamente aos 32 anos de idade. Seu império não foi passado a seus filhos (que foram assassinados), mas em vez disso foi dividido entre os seus generais (os Diadochi). Quatro reinos menores emergiram dos escombros do império de Alexandre: Grécia, Ásia Menor, Síria e Egito.]

 

Profecia Bíblica – Daniel 11 Continuação …

Daniel 11:5: "E será forte o rei do sul; mas um dos seus príncipes será mais forte do que ele, e reinará poderosamente; seu domínio será grande."

[O primeiro "rei do sul" foi Ptolomeu I (305-283 AC). Ele foi o primeiro a ocupar o trono do Egito depois da morte de Alexandre. Seleuco I (305-281), o qual serviu sob Ptolomeu como "um dos seus príncipes" durante as Guerras Diadochi (que aconteceram depois da morte de Alexandre), adquiriu o trono da Síria por si mesmo, tornando-se o primeiro "rei do Norte". A Síria foi, de longe, a maior parte do império dividido de Alexandre e, assim, o domínio de Seleuco foi verdadeiramente grande.]
 

Daniel 11:6: "Mas, ao fim de alguns anos, eles se aliarão; e a filha do rei do sul virá ao rei do norte para fazer um tratado; mas ela não reterá a força do seu braço; nem ele persistirá, nem o seu braço, porque ela será entregue, e os que a tiverem trazido, e seu pai, e o que a fortalecia naqueles tempos."
 

[Ptolomeu II (283-246 AC), sucessor de Ptolomeu I, deu a sua filha, Berenice, em uma aliança matrimonial ao seu rival Antíoco II (261-246 AC), o qual sucedeu Antíoco I (281-261 AC), filho de Seleuco I. Após a morte de Ptolomeu, Antíoco voltou para sua ex-mulher, Laodice, de quem ele tinha se divorciado para se casar com Berenice. Laodice se aproveitou do retorno de Antíoco para a sua cama como uma oportunidade de envenená-lo e assassinar Berenice e seu filho, de modo que seu próprio filho, Seleuco II (gerado por Antíoco), pudesse ascender ao trono.]
 

Daniel 11:7-9: "Mas de um renovo das raízes dela um se levantará em seu lugar, e virá com o exército, e entrará na fortaleza do rei do norte, e operará contra eles, e prevalecerá. Também os seus deuses com as suas imagens de fundição, com os seus objetos preciosos de prata e ouro, levará cativos para o Egito; e por alguns anos ele persistirá contra o rei do norte. E entrará no reino o rei do sul, e tornará para a sua terra."
 

[Ptolomeu III (246-222 AC), irmão de Berenice ( "um dos descendentes de sua linha"), ao escutar do assassinato de Berenice, lançou uma campanha bem sucedida contra Seleuco II (246-225 AC), o qual acabou fugindo para a Ásia Menor. Ptolomeu aceitou cerca de 40.000 talentos em prata, 4.000 talentos em ouro e 2500 ídolos da Síria antes de retornar para o Egito, e foi nesse tempo que Seleuco recuperou a Síria.]
 

Daniel 11:10-13: "Mas seus filhos intervirão e reunirão uma multidão de grandes forças; e virá apressadamente e inundará, e passará adiante; e, voltando levará a guerra até a sua fortaleza. Então o rei do sul se exasperará, e sairá, e pelejará contra ele, contra o rei do norte; este porá em campo grande multidão, e aquela multidão será entregue na sua mão. A multidão será tirada e o seu coração se elevará; mas ainda que derrubará muitos milhares, contudo não prevalecerá. Porque o rei do norte tornará, e porá em campo uma multidão maior do que a primeira, e ao fim dos tempos, isto é, de anos, virá à pressa com grande exército e com muitas riquezas." [Seleuco III (225-223 AC) sucedeu Seleuco II, organizou um exército e lançou uma campanha contra Átalo I (241-197 AC) da dinastia Atálica. Ele foi assassinado depois de um breve reinado de dois anos. Seu irmão mais novo, Antíoco III (também conhecido como "Antíoco, o Grande", que governou entre 223-187 AC) o sucedeu após sua morte, reunindo um exército e marchando contra Ptolomeu IV (221-205 AC) do Egito. Ele foi bem-sucedido até a derrota em Ráfia em 217 AC, uma perda que anulou as vitórias anteriores.]
 

Ptolomeu IV, com o coração alegre após a sua vitória em Ráfia na Palestina, tentou entrar no Santo dos Santos do templo judaico, um ato proibido pela lei judaica. Os judeus o resistiram, incitando a sua raiva e causando a condenação de"dezenas de milhares" à morte.
 

Após a sua derrota, Antíoco voltou-se para o leste e, seguindo os passos de Alexandre o Grande, marchou até o vale de Cabul, no Afeganistão, desfrutando de grande sucesso e adquirindo para si o título de "Antíoco, o Grande". Ele voltou para lutar uma guerra contra os Ptolomeus e ao início de 198 AC, quase 20 anos depois de sua derrota em Ráfia, Antíoco conseguiu tomar posse da Palestina. A batalha de Panium (198 AC) marcou o fim do reinado de Ptolomeu na Palestina. Assim, com o retorno do rei do Norte após sua derrota inicial, o rei do Sul não prevaleceu.

Profecia Bíblica – Continuação de Daniel 11
Daniel 11:14-16: "E, naqueles tempos, muitos se levantarão contra o rei do sul; e os violentos dentre o teu povo se levantarão para cumprir a visão, mas eles cairão. E o rei do norte virá, e levantará baluartes, e tomará a cidade forte; e os braços do sul não poderão resistir, nem o seu povo escolhido, pois não haverá força para resistir. O que, pois, há de vir contra ele fará segundo a sua vontade, e ninguém poderá resistir diante dele; e estará na terra gloriosa, e por sua mão haverá destruição."
 

[Egito se rebelou contra Ptolomeu IV, uma rebelião que continuou até o reinado de seu sucessor, Ptolomeu V (205-181 AC), e durante o seu reinado, Antíoco III e Filipe V (221-179) da Macedônia concordaram em dividir os interesses de Ptolomeu no exterior. Assim, "muitos" se rebelaram contra o rei do Sul, embora a rebelião tenha sido suprimida ("eles caíram"). O rei do Norte, como mencionado há pouco, voltou e derrotou o rei do Sul, em quem não havia "força para resistir". A Terra Gloriosa refere-se à Palestina, que finalmente passou a fazer parte do domínio selêucida depois de mais de um século de supremacia Ptolomaica.]
 

Daniel 11:17-19: "E dirigirá o seu rosto, para vir com a potência de todo o seu reino, e com ele os retos, assim ele fará; e lhe dará uma filha das mulheres, para corrompê-la; ela, porém, não subsistirá, nem será para ele. Depois virará o seu rosto para as ilhas, e tomará muitas; mas um príncipe fará cessar o seu opróbrio contra ele, e ainda fará recair sobre ele o seu opróbrio. Virará então o seu rosto para as fortalezas da sua própria terra, mas tropeçará, e cairá, e não será achado."
 

[Antíoco fez as pazes com Ptolomeu e deu sua filha Cleópatra em casamento ao seu jovem rival, na esperança de usá-la para conquistar o Egito através de intriga e não através de conflito armado. Para sua decepção, Cleópatra se voltou contra o pai. Antíoco, em seguida, voltou-se contra a Ásia Menor, marchando até a Grécia ("as ilhas"), mas teve que voltar por causa dos romanos em Termópilas (191 AC); finalmente foi derrotado na Magnésia em 190 AC. Ele foi morto ao tentar roubar um templo pagão perto de Susa (187 AC), apenas um ano depois dos acordos de paz com Roma em Apameia (188 AC); assim, ele “tropeçou e caiu e não foi mais achado”.]

Profecia Bíblica – Revelação Divina
Daniel 11 é um exemplo convincente de profecia bíblica. Em Daniel 11, do versículo 1 ao versículo 19, temos uma história concisa do Oriente Próximo, de Alexandre o Grande a Antíoco o Grande, escrita centenas de anos antes dos eventos descritos. As implicações teológicas são profundas.
 

O Deus da Bíblia declara: "Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade" (Isaías 46:9-10). A Bíblia contém mais de 1000 revelações divinas, com mais de 100 profecias (uma estimativa conservadora) focalizadas em uma única pessoa. Essas "profecias messiânicas" alegam revelar detalhes específicos sobre a vida, morte, ressurreição e reinado do Messias judeu, o Redentor de um mundo perdido.

 

 

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Foto utilizada com a permissão da Creative Commons Neil Armstrong2  Redação: Pastor Geciano Vieira