Só Jesus Cristo é o Senhor

Por que cristo morreu (pastor geciano vieira)

TRÊS RAZÕES PELAS QUAL CRISTO SOFREU E MORREU

Romanos 6.1-14

Introdução

Afinal, por que Jesus sofreu e morreu e que relevância tem isso para mim hoje? Fazer essa conexão é fundamental. John Piper escreveu um livro chamado À paixão de Cristo em que ele enumera 50 razões, ou propósitos, pelas qual Cristo sofreu e morreu.

Veremos três delas nesta lição. Jesus sofreu e morreu...

I. Para Que Morramos Para O Pecado E Vivamos Para A Justiça 1 Pedro 2.24

Por mais estranho que pareça, a morte de Cristo em nosso lugar e por nós significa que nós morremos. Talvez alguém pense que ter um substituto para morrer em seu lugar significa que ele escapa da morte. É claro que escapamos da morte.

Da morte eterna de miséria sem fim e separação de Deus. (Jesus disse: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” joao 10.28). "Todo o (que vive e crê em mim não morrerá eternamente” joao 11.26).

A morte de Jesus realmente significa que todo o que nele crê não perece, mas tem a vida eterna João 3.16.

Mas existe outro sentido em que morremos precisamente porque Cristo morreu em nosso lugar e por nossos pecados. "Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados... 1Pd 2.24

Þ     Ele morreu para que vivamos; e morreu também para que morrêssemos.

Quando Cristo morreu, eu, como crente em Cristo, morri com ele. A Bíblia é clara: "fomos unidos com ele na semelhança da sua morte" (Rm 6.5). "Um morreu por todos; logo, todos morreram" (2Co 5.14).

A fé é a evidência de que estamos unidos em Cristo dessa maneira profunda. Os crentes foram "crucificados com Cristo" (GI 2.20). Olhamos para trás, para sua morte, sabendo que na mente de Deus nós estávamos lá. Nossos pecados estavam sobre ele e a morte que merecíamos acontecia nele. O batismo significa essa morte com Cristo. "Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo" (Rm 6.4). A água é como um túmulo. Recebe - lá é um retrato da morte. Tê- Ia recebido é retrato de nova vida. E tudo isso é um retrato do que Deus está fazendo "pela fé". "Tendo sido sepultados com ele no batismo, fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos" (Cl 2.12).

Agora em novidade de vida sou movido pela justiça. "Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós... vivamos para a justiça" (1 Pe 2.24). A beleza de Cristo, que me amou e se entregou por mim, é o desejo de minha alma.  "... oferecei-vos a Deus, como ressuscitados dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça" (Rm 6.13).

II. Para que morramos para a lei e frutifiquemos para Deus. Romanos 7.4

Sua morte por nossos pecados foi nossa morte nele. Mas o pecado não foi à única realidade que matou a Jesus e a nós. A lei de Deus também o fez. Quando quebramos a lei pelo pecado, a lei nos sentencia à morte. Se não houvesse lei, não haveria castigo. Onde não há lei, também não há transgressão (Rm 4.15). Mas "...tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus" (Rm 3.19).

Não havia como escapar da maldição da lei. Ela era justa e nós éramos culpados. Só havia um modo de nos libertar. Alguém tinha de pagar a pena. Foi para isso que veio Jesus. "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar" (Gl 3.13).

Sendo assim, a lei de Deus não pode nos condenar se estivermos em Cristo. Seu domínio sobre nós é duplamente quebrado. Por um lado, as exigências da lei foram cumpridas por Ele guardou perfeitamente a lei e isso foi creditado em nossa conta. Por outro lado, a penalidade da lei foi paga pelo sangue de Cristo. (Rm 3.20). "O homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus" (Gl 12.16). Não existe esperança de estar em paz com Deus por guardar a lei. "Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei (Rm 3.28).

Mas agora a justiça surge de dentro de nós como um desejo no nosso relacionamento com Cristo. Ele está presente e é real. Pelo seu Espírito ele nos auxilia em nossa fraqueza. Uma pessoa viva substituiu uma lista letal. "A letra mata, mas o espírito vivifica" (2Co 3.6). Por essa razão a Bíblia diz que o novo caminho da obediência é frutificador, e não guardador da lei.

III. Para nos capacitar a viver para Cristo e não para nós mesmos. João 17.24

"Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou." 2 Coríntios 5.15. Diz que Cristo morreu para que vivamos por ele.

(Rm 3.23). Mas Cristo morreu para levar sobre si esse pecado e nos livrar do mesmo. Ele carregou a desonra que havíamos amontoado sobre ele com nosso pecado. Ele morreu para dar a virada nisso. Cristo morreu para a glória de Cristo.

Cristo é único. Ninguém mais consegue agir dessa maneira e chamá-la de amor. Cristo é o único ser humano do universo que também é Deus, portanto, de valor infinito. Ele é de beleza infInita em toda a sua perfeição moral. É infinitamente sábio, justo, bom e forte. "Ele  é o resplendor da glória e a expressão exata do ... Ser [de Deus], sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder" (Hb 1.3). Vê- Io e conhecê-lo satisfazem mais do que possuir todos os bens da terra.

Aqueles que o conheciam melhor disseram o seguinte: (Fp 3.7,8) Deus "não é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse" (At 17.25). Nem Cristo. "... pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mc 10.45). Cristo morreu, não para que pudéssemos ajudá-lo, mas para que o pudéssemos ver e prová-lo como de valor infinito. Morreu para nos desmamar dos prazeres venenosos e nos enlevar com os prazeres de sua beleza. Nisso somos amados e ele é honrado. Não são objetivos que competem entre si.

São o mesmo. Jesus disse aos seus discípulos que tinha de ir para que pudesse enviar o Espírito Santo, o Ajudador (Jo 16.7). Passou então a lhes dizer o que o Consolador faria quando viesse:

"Ele me glorificará" (Jo 16.14). Cristo morreu e ressurgiu para que o víssemos e o glorificássemos. É essa a maior ajuda que existe no mundo. É amor. A oração mais repleta de amor feita por Jesus foi: "Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória" (Jo 17.24). Foi para isto que Cristo morreu. Isto é amor. Sofrer para nos conceder prazer eterno, ou seja, ele mesmo.

 

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Foto utilizada com a permissão da Creative Commons Neil Armstrong2  Redação: Pastor Geciano Vieira