Só Jesus Cristo é o Senhor

O catolicismo Romano

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Cap 1 - O CATOLICISMO ROMANO

Introdução destes Estudos

Há várias razões importantes para escrever este livro:

  1. O Catolicismo é a maior denominação cristã no mundo;
  2. A maior parte da população da Kansas City é católica romana;
  3. O tremendo poder religioso, político e econômico que a Igreja Católica possui no mundo;
  4. A constante propaganda disseminada na mídia americana, especialmente em relação às viagens do Papa;
  5. A grande ignorância da maior parte dos americanos em relação aos ensinamentos e às práticas do Catolicismo;
  6. A responsabilidade dos pregadores de alertar as pessoas sobre falsos profetas e lutar prudentemente pela fé uma vez dada aos santos;
  7. A recente experiência pessoal que tive com adeptos do Catolicismo em uma viagem ao México.

Minha intenção neste livro não é criticar, atacar ou difamar o Catolicismo demasiadamente. É informar às pessoas e alerta-las dos perigos do Catolicismo em relação ao destino eterno de suas almas. Usando seus próprios escritos, tendo documentado várias afirmações sobre crenças católicas. Tenho procurado deixar Roma falar por si própria.

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Cap 2 - O CATOLICISMO ROMANO

CATOLICISMO & A PALAVRA DE DEUS

"Mas, em vão me adoram, ensinado doutrinas que são preceitos dos homens" Mateus 15:9

O QUE O CATOLICISMO ENSINA SOBRE A PALAVRA DE DEUS

O Catolicismo ensina que há três fontes de autoridade em se tratando de fé e práticas. A primeira, dizem eles, são as Escrituras, mas, na seqüência, dizem que nem tudo está contido nas Escrituras.

A segunda autoridade para a religião, dizem os Catolicos, são as tradições da Igreja Católica. O Catecismo Católico Romano de Baltimore, Confraternity Edition, diz, na página 298, que "nem todas as verdades reveladas por Deus encontram-se na Bíblia; algumas são encontradas exclusivamente na tradição Divina". O Catecismo para Adultos, Vatican II Edition, de James Alberione, diz, na página 93, "O que é a Sagrada Tradição? A Sagrada Tradição é a doutrina revelada ao respeito à fé e às morais, não escrita na Bíblia, mas transmitida de forma infalível época após época de uma maneira especial pelo Pastorado da Igreja ".

Outra vez, O Catecismo de Baltimore diz, na página 299: "A Tradição Divina tem-se o significado das verdades reveladas ensinadas por Cristo e seus apóstolos, que foram dadas à Igreja somente oralmente e não pela Bíblia, mesmo que foram escritas principalmente pelos pais da Igreja".

Então, segundo a tradição católica, que eles dizem tem a autoridade para as questões de fé e ordem são as verdades reveladas por Deus aos apóstolos mas não foram escritas por eles. Ao invés de serem escritas pelos apóstolos, essas verdades foram transmitidas oralmente até que fossem escritas pelos líderes da Igreja Católica. O Catecismo para Adultos, na página 100, diz: "Conseqüentemente, não é apenas nas Escrituras Sagradas que a Igreja obtém a certeza sobre tudo o que foi revelado. Por isso, tanto a Sagrada Tradição quanto as Sagradas Escrituras devem ser aceitas e veneradas com a mesma lealdade e reverência". O Catecismo de Baltimore diz, na página 299, "deve-se crer na Tradição Divina tão firmemente quanto se crê na Bíblia, porque ela também contém a Palavra de Deus". As Tradições da Igreja Católica são colocadas por eles no mesmo nível, senão superior, em que estão as Sagradas Escrituras e nessa perspectiva as Escrituras são vistas como insuficientes ou inadequadas!

Robert Belarmine, um dos mais famosos teólogos e cardeais católicos, disse em seu livro A Palavra de Deus, capítulo 4, seção 1, parágrafo 6: "As Escrituras sem a Tradição não são nem simplesmente necessárias nem suficientes, mas as Tradições não escritas são necessárias. A Tradição sozinha é suficiente, mas as Escrituras sozinhas não são suficientes".

A terceira fonte de autoridade para o Catolicismo é a própria Igreja. Roma alega que a Palavra de Deus precisa de um intérprete e que somente a Igreja Católica tem o direito de interpretar as Escrituras. Veja-se o que diz o Catecismo de Baltimore sobre isso, na página 299. "Podemos conhecer o verdadeiro significado das doutrinas contidas na Bíblia e na Tradição Divina através da Igreja Católica, que foi autorizada por Jesus Cristo para explicar suas doutrinas. A especial assistência do Espírito Santo a preserva de cometer erros nessa tarefa".

O Catecismo da Igreja Católica, de 1994, diz, na página 27: "a tarefa de interpretação tem sido confiada aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, O Bispo de Roma". A Enciclopédia Católica diz, no volume 15, "quanto a interpretação bíblica propriamente dita, a Igreja é infalível no sentido de que, se o Papa, ou Conselho ou pelo seu ensino atual, por decisão fidedigna, disser que determinada passagem das Escrituras tem certo significado, deve observar-se esse significado como o verdadeiro sentido da passagem em questão."

A Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina, escrita pelo Vaticano II, diz: "Portanto, tanto as Escrituras quanto a Tradição devem ser aceitas com igual sentimento de devoção e reverência. A Sagrada Tradição e as Sagradas Escrituras formam uma unidade, o sagrado texto da Palavra de Deus entregue aos cuidados da Igreja. Dessa forma, fica claro que a sagrada tradição, as Sagradas Escrituras e o magistério da Igreja são, pelos mais sábios decretos de Deus, tão proximamente ligadas e associadas que uma não subsiste sem as outras duas e o todo e cada uma na sua própria maneira, sob o estímulo do Espírito de Deus, contribuem de forma eficaz para a salvação das almas".

Em outras palavras, o Catolicismo sustenta que as Sagradas Tradições da Igreja, o corpo da Igreja chamado o magistério, que se junta para decidir o que a Bíblia realmente significa, e a própria Bíblia, juntos, são eficazes para a salvação das almas, e que a Bíblia não se sustenta sozinha, mas essas três coisas, a palavra de Deus, a tradição Católica e a Igreja Católica ou permanecem ou derrocam juntas.

O Conselho de Trento estabeleceu que ninguém pode interpretar as Escrituras se essa interpretação for contrária a da Igreja Católica. "Para restringir qualquer espírito petulante, ninguém, confiando em sua própria habilidade, a respeito de fé e ordem pertencentes à edificação da doutrina cristã, deverá presumir interpretar as Sagradas Escrituras num sentido contrário aquele significado que a sagrada Igreja Mãe sustenta, qual tem o direito de julgar o verdadeiro sentido e interpretação das Sagradas Escrituras".

Hoje, um homem comum pode interpretar e entender a Palavra de Deus por si? O Catolicismo diz: Não! Apenas a Igreja Católica pode dizer o que a Palavra de Deus quer dizer.

Até recentemente o Catolicismo não deixaria as pessoas lerem a Palavra de Deus. Hoje, pelo menos nos Estados Unidos, por causa da pressão dos não-católicos, os leigos podem ler a Bíblia, todavia suas interpretações devem estar em harmonia com a da Santa Igreja Mãe. A palavra final é, portanto, não a Palavra de Deus, mas a Igreja Católica já que ela é a única qualificada para interpretar a Palavra de Deus.

Para ser mais claro, o católico é governado, não pela Palavra de Deus, não pela Palavra de Deus e a Tradição, mas pela Igreja, que estabelece a tradição e diz o que isso significa. Tradição é o que a Igreja Católica diz que ela seja. A Palavra de Deus significa aquilo que a Igreja Católica diz que ela signifique. Para o Catolicismo, a Palavra de Deus não é a autoridade máxima. O que importa é o que a Igreja diz. A Igreja Católica coloca-se acima da Palavra de Deus.

Por que o Catolicismo atribui tamanha autoridade à tradição e à Igreja Católica? Porquê ela tem que, de alguma forma, justificar suas doutrinas e práticas, as quais não têm nenhuma base na Palavra de Deus.

A manutenção de Roma sobre essas três fontes de autoridade religiosa ajuda a explicar a forma como ela tem tratado a Palavra de Deus historicamente. Em toda a história, até os tempos modernos, o Catolicismo tem privado o homem comum da Palavra de Deus.

Ela manteve a Bíblia em latim por mil anos, de tal forma que as pessoas não a podiam ler. Ela fez que fosse uma ofensa capital durante a Idade Média a fato de possuir uma cópia da Palavra de Deus. Durante oitocentos anos, até a Reforma, ela manteve a Bíblia acorrentada ao púlpito em Igrejas Católicas, de tal forma que ninguém a podia ter em casa. No ano de 1229, a Igreja Católica listou a Bíblia no Índice de Livros Proibidos. João Wycliffe, que traduziu a Bíblia para o Inglês, para que os homens comuns pudessem ler, morreu em 1384, mas, em 1415, a Igreja Católica desenterrou seus ossos, queimou-os e os jogou no Rio Swift por ter feito aquela tradução. O Papa Clemente XI, em 1713, na sua Bula Unigênito, declarou: "Proibimos estritamente (o leigo ou o homem comum) de ter os livros do Velho e do Novo Testamento numa (língua secular)". Em 1816, O Papa Pio VII disse, em outra bula papal, preocupado com a distribuição da Palavra de Deus por sociedades bíblicas, que isso é "um instrumento malevolente para minar os fundamentos da religião". Você pode imaginar como podem essas afirmações contra a Palavra de Deus vir de uma igreja que professa ser cristã?

A AUTORIDADE MÁXIMA EM QUALQUER QUESTÃO RELIGIOSA É A PALAVRA DE DEUS

A Santa Palavra de Deus é a única regra de fé e ordem para o cristianismo neotestamentário. Essa é a diferença básica entre os Batistas e os Católicos. Os Batistas observam unicamente a autoridade da Palavra de Deus enquanto que os Católicos observam as tradições de sua Igreja. A autoridade máxima em qualquer questão de fé e ordem são as próprias Escrituras.

Vejamos alguns versículos que nos dizem isso. Primeiro veja Isaías 8:20. Aqui Isaías está dizendo ao povo de Judá para não procurar pelo oculto para se aconselhar e ajudá-los em seus problemas. Ele diz que qualquer coisa que não se conforma à lei e ao testemunho, isto é, às Escrituras, a Palavra de Deus, não há luz nela. "A lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles". Isso se aplica obviamente a tudo, incluindo a tradição ou o que quer que seja. A Palavra de Deus é superior à Igreja Católica e tudo mais em autoridade.

Nossos antepassados Batistas estabeleceram uma postura bíblica perfeitamente quando disseram, na Confissão de fé da Filadélfia: "O supremo juiz pelo quais todas as controvérsias religiosas serão resolvidas, e todos os decretos de conselhos, opiniões de velhos escritores, doutrinas dos homens e espíritos ocultos serão examinados, e na sentença dele descansaremos, não pode ser nenhum outro senão as Sagradas Escrituras que foram entregues pelo Espírito Santo, à qual Escritura a nossa fé é finalmente resolvida".

Outro parágrafo importante nessa confissão, em relação ao mesmo assunto, diz: "A regra infalível de interpretação das Escrituras são as próprias Escrituras e, sendo assim, quando há uma questão sobre o verdadeiro e completo significado de qualquer parte das Escrituras, isso deve ser pesquisado em outras passagens que falam mais claramente". Em outras palavras, o intérprete apropriado das Escrituras não é a Igreja, mas as próprias Escrituras!

A Palavra de Deus é completa e perfeita! Deus não dá autoridade a ninguém para acrescentar algo a Sua palavra ou mudá-la. Jesus diz, em Apocalipse 22:18: "Porque Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas nesse livro". Nenhuma vez sequer Cristo ou os apóstolos disseram ou sugeriram que a tradição deveria ser somada às Escrituras!

Mais uma vez nossos antepassados batistas, nos primórdios da América, escreveram na Confissão da Filadélfia que eles acreditavam concernente a integridade e perfeição da Palavra de Deus. "Todo o conselho de Deus concernente a tudo o que é necessário para sua própria glória, a salvação e a vida está ou expressamente fixado ou necessariamente contido nas Sagradas Escrituras; a qual nada, em tempo algum, pode ser acrescentado, seja por novas revelações do Espírito ou tradições dos homens".

A Palavra de Deus é suficiente. Ela nos informa sobre tudo de que precisamos saber para a vida e salvação. II Timóteo 3:15-17 diz: "E que desde a tua meninice sabes as Sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito (ou espiritualmente completo) e perfeitamente instruído (literalmente, completamente equipado) para toda (absolutamente toda) a boa obra". Não precisamos de tradição ou novas revelações. A Palavra de Deus é o suficiente para suprir nossas necessidades.

O homem comum pode entender e interpretar a Palavra de Deus? O Catolicismo ensina que as Escrituras devem ser entendidas sob a interpretação da Igreja. Mas a Palavra de Deus é clara e pode ser entendida por qualquer um que a lê e a deseja entender. Chamamos isso de perspicuidade das Escrituras. A Palavra de Deus é claramente entendida pelo homem comum, quer dizer, por todas as pessoas.

Os profetas do Velho Testamento falavam da Palavra de Deus aos homens comuns com freqüência e contavam que eles a entendessem. Em I Reis 22:28, o profeta Micaías disse: "ouvi, povos, todos". Em Deuteronômio 6:4, Moisés disse: "Ouve, Israel". Essas mesmas palavras escritas há muito tempo obviamente podem ser entendidas pelos leitores de hoje!

O Senhor Jesus não endereçou sua pregação à elite e aos intelectuais, mas ao homem comum. Marcos 12:37 diz: "e a grande multidão o ouvia de boa vontade". Eles não teriam ouvido de boa vontade se não entendessem o que o Senhor dizia!

Atos 17:11 diz que os Bereiranos, cidadãos comuns da cidade de Beréia, foram nobres porque estudaram a Palavra de Deus o dia todo para ver se aquilo que Paulo pregou era verdade. "Estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim". Todas as cartas do Novo Testamento são endereçadas às congregações, aos santos e a todos aqueles que clamam pelo nome de Jesus Cristo, nosso Senhor.

Há várias passagens das Escrituras que ordenam que o povo de Deus faça estudo bíblico individual, como João 5:39, onde o Senhor Jesus disse aos seus ouvintes: "Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam". I Pedro 2:2 diz aos cristãos: "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo". Em Apocalipse 1:3, o Senhor Jesus diz: "Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas". A Palavra de Deus jamais sugere que a sua interpretação pertence a um indivíduo ou a uma igreja.

APLICAÇÃO DO NOSSO TEXTO À VISÃO CATÓLICA DA PALAVRA DE DEUS

Condenar a tradição religiosa foi a única coisa que o Senhor Jesus fez ao se referir a ela. Nosso texto é uma declaração máxima do nosso Senhor na seguinte situação. O Senhor Jesus ficou indignado porque os Fariseus tinham elevado sua tradição religiosa acima da Palavra de Deus. Embora o quinto mandamento requeira honra ao pai e à mãe, o que significa tomar conta deles nas suas velhices, os Fariseus seguiam uma tradição que os permitia burlar a lei de Deus, a qual se referiam usando a palavra Corban. Quando diziam Corban, estavam dizendo que tinham dedicado todos os seus recursos financeiros a Deus e, por isso, de forma alguma estavam obrigados a cuidar dos seus pais idosos.

O Senhor Jesus disse aos Fariseus: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens". O Senhor Jesus censurou os Fariseu porque fizeram o mesmo que o Catolicismo faz hoje, colocando a tradição como sendo igual ou superior à Palavra de Deus.

No versículo 6 desse mesmo capítulo 15, O Senhor Jesus diz que a tradição religiosa anula os mandamentos de Deus. "E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus".

A tradição invalida a Palavra de Deus. Veja-se um exemplo em relação ao Catolicismo. I Timóteo 2:5 diz: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem". Mas a tradição Católica vem com toda espécie de mediador entre Deus e os homens; Maria, os santos, o padre e os anjos, invalidando o ensinamento de I Timóteo 2:5, que diz haver só um mediador, e esse mediador é Jesus Cristo.

Em nosso texto, o Senhor Jesus diz que apresentar a tradição como uma autoridade doutrinária torna a adoração vã. "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens (ou ensinando às pessoas doutrinas dos homens como se elas fossem doutrinas entregues pelo próprio Deus)".

O Catolicismo, hoje, assim como aqueles Fariseus do tempo de Jesus, acrescentou doutrinas e tradições de sua própria invenção e desígnio, mas sua adoração foi vã ou sem propósito. É indiscutível o fato de que todas as doutrinas predominantes pelo Catolicismo estão baseadas na tradição e não na Palavra de Deus.

Onde, na Palavra de Deus, é ensinado que o sacrifício de Cristo é oferecido toda vez em que a missa é ministrada?Onde a Palavra de Deus menciona sacramentos? Onde a Palavra de Deus menciona que Pedro foi o primeiro Papa? Onde a Palavra de Deus diz que o Papa é infalível? Onde a Palavra de Deus menciona oração à Virgem Maria ou aos Santos? Onde a Palavra de Deus diz que Maria subiu corporalmente ao céu? Onde a Palavra de Deus diz que podemos adorar imagens? Onde a Palavra de Deus menciona confissão de pecados a um padre? Onde a Palavra de Deus menciona o purgatório? Onde a Palavra de Deus diz que uma igreja soma-se à Palavra de Deus? Onde a Palavra de Deus diz que crianças podem ser batizadas? Onde a Palavra de Deus diz que o Papa deve ser chamado o santo pai? Onde a Palavra de Deus diz que Maria é mãe de Deus? Onde a Palavra de Deus diz que há um oficial na igreja chamado padre?

Se você procurar na Palavra de Deus por alguma dessas doutrinas, encontrará uma grande contradição nelas, não um silêncio absoluto. Essas coisas são todas tradições da Igreja Católica, e não da pregação autoritária, completa e suficiente da Palavra de Deus.

CONCLUSÃO

Em Colossenses 2:8, o apóstolo Paulo alerta aos homens que não sejam enganados pela tradição quando ele diz: "Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo".

Querido leitor, afaste-se de todas as tradições e volte-se para a infalível Palavra de Deus em relação a tudo o que envolve fé e ordem! Baseie sua crença e práticas na sólida fundação da Palavra de Deus! Você tomará partido a favor da Sagrada Palavra de Deus, em tua fé e prática, ou das tradições dos homens?

 

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Cap 3 - O CATOLICISMO ROMANO

O CATOLICISMO & A IGREJA

Mateus 16:13-18, "E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Felipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse-lhe: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas teu Pai, que estás nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."

A palavra eclesiologia significa o estudo da igreja. Nesse capítulo veremos a eclesiologia católica e a compararemos ao que ensina a Palavra de Deus. Sendo a igreja a única instituição deixada por Jesus Cristo para fazer a sua obra nessa terra, é essencial que não cometamos erros quanto ao tipo de instituição que ela deve ser. Nossa pressuposição básica nesse estudo sobre o Catolicismo, assim como em todas as questões que envolvem fé e ordem, é que a Palavra de Deus, apenas a Palavra de Deus, é nossa autoridade máxima.

A FUNDAÇÃO DA IGREJA

A Igreja Católica Romana está baseada na assunção de que, em Mateus 16:13-18, o Senhor Jesus apontou Pedro como o primeiro Papa e que, portanto, fundou sua igreja sobre Pedro. Veja-se o versículo 18 de nosso texto: "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela".

Os católicos adoram citar Mateus 16:18 como prova de que a igreja foi fundada sobre Pedro. É um fato que a Igreja Católica Romana baseia sua inteira existência e autoridade sobre essa passagem, ou, pelo menos, sobre a interpretação que dá a ela.

Digamos, de início, que, se a visão católica sobre essa passagem é correta, então, todos os verdadeiros cristãos devem tornar-se católicos. Se, ao contrário, a visão católica sobre essa passagem está errada, então, toda a religião católica é falsa e deve ser rejeitada pelos verdadeiros cristãos!

Veja-se aqui a declaração do próprio catolicismo sobre a fundação da igreja. Ela é tirada do Catecismo de Baltimore, Confraternity Edition, questão #159. "A igreja verdadeira é apostólica porque Cristo fundou-a sobre os apóstolos, especialmente sobre Pedro que ele chamou a pedra sobre a qual a igreja seria edificada". Mateus 16:18 é dado como referência bíblica aqui.

Mas isso é o que a Palavra de Deus diz realmente? Vejamos. Aqui está o que o Senhor diz em Mateus 16:18. "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela".

As palavras gregas usadas pelo Senhor Jesus aqui são essenciais para o que Ele quer dizer. A palavra grega usada para Pedro é petros, que significa pequena pedra movível. A palavra grega para pedra é petra, que significa massa imóvel ou rochedo. Usando o nome de Pedro, o Senhor faz um jogo de palavras aqui e diz: tu és Petros, e sobre esta petra edificarei a minha igreja. Você é uma pequena pedra e sobre esse rochedo maciço edificarei a minha igreja, ele diz.

Além disso, a palavra grega Petros, que é o nome de Pedro, refere-se a uma pessoa e está no gênero masculino. A palavra grega petra está no gênero feminino e não se refere a uma pessoa mas à deidade de Cristo que Pedro já havia confessado quando disse, no versículo 16, "tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo".

Se a intenção de Jesus Cristo era dizer que fundaria a igreja sobre Pedro, seria ridículo mudar para o gênero feminino no meio da declaração. Isso seria como dizer, tu és o senhor Pedro e sobre essa senhora pedra edificarei a minha igreja.

O Senhor Jesus fez duas afirmações distintas nesse verso. 1- Tu és Pedro e 2- Sobre essa pedra (a mudança de gênero indicando mudança de sujeito) edificarei a minha igreja. O Senhor faz uma distinção clara entre Pedro e a pedra aqui. Pedro não era a pedra sobre a qual Cristo fundou a igreja! Se a intenção do Senhor Jesus era dizer que Pedro era a Pedra, teria dito algo como: Tu és Pedro e sobre você edificarei a minha igreja!

A verdadeira fundação da igreja depende da identidade da Pedra, que é uma massa imóvel ou rochedo. Quem ou o que é a Pedra sobre a qual o Senhor diz que edificará sua Igreja?

A Pedra é simplesmente Cristo, a Quem as Escrituras repetidamente referem-se como a Pedra. Trinta e quatro vezes o Velho Testamento chama Deus de a Pedra, a Rocha ou, em vários versículos, o rochedo de Israel, como em Salmos 18:31. "Porque quem é Deus senão o Senhor? E quem é rochedo senão nosso Deus?".

Sendo Cristo o Deus Filho e o Filho de Deus, quando a Pedra nas Escrituras referem-se a Deus, falam de Cristo. Em passagens messiânicas do Velho Testamento, Cristo é chamado a Pedra ou a Rocha na qual o homem deveria acreditar. Isaías 8:14, por exemplo, diz: "Então ele vos será por santuário; mas servira de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel". Salmos 118:22 diz: "A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina".

O Novo Testamento cita essas passagens e aplica-as a Jesus Cristo, além disso, várias passagens no Novo Testamento falam especificamente de Cristo como a pedra ou a rocha. O próprio Pedro diz, em Atos 4:10-11, "Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina". Em I Coríntios 10:4, Paulo diz que a pedra da qual Israel bebeu no deserto tipificou Cristo. "Porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo".

A igreja não é fundada sobre Pedro, um homem pecador, fraco e vacilante, mas sobre Jesus Cristo, o divino filho de Deus! A Pedra sobre a qual Cristo fundou sua igreja não foi Pedro mas a grande verdade, a qual o Senhor há pouco havia revelado a Pedro, que Jesus era o Cristo, o filho do Deus vivo. Paulo confirma isso, quando, em I Coríntios 3:11, diz, "Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo". Sem essa verdadeira fundação de Jesus Cristo, o Filho de Deus, não poderia existir a igreja verdadeira.

E Pedro? Ele reivindicou ser a Pedra? Em I Pedro 2:4-8, verificamos o que Pedro pensa sobre a Pedra ou Rocha. "E, chegando-vos para Ele (O Senhor Jesus Cristo), pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela (a rocha, Jesus Cristo) crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina, e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados". Constata-se que Pedro chama Cristo de pedra, a pedra principal da esquina. Ele chama todos os crentes de pedras vivas, edificados casa espiritual, tendo Cristo por cabeça da esquina, e, para si, Pedro não reivindica nada.

Em nosso texto, Pedro observava uma verdade essencial básica em relação à pessoa de Cristo e o Senhor aprovou nele essa percepção espiritual, mas está muito diferente poder dizer que a igreja foi fundada sobre Pedro. De acordo com as Santas Palavras de Deus, Jesus Cristo, o filho do Deus vivo, é a fundação da igreja verdadeira e, sendo edificada sobre Cristo o filho de Deus, os portões do inferno não prevalecerão contra ela.

Há uma diferença inadmissível entre a Palavra de Deus e os católicos no que se refere à fundação da igreja. O Catolicismo diz que Pedro é a fundação da igreja enquanto que a Palavra de Deus diz que é Cristo.

A NATUREZA DA IGREJA

que o Senhor Jesus disse que edificaria. Entre aqueles que se julgam cristãos hoje há três visões básicas sobre a natureza da igreja que Jesus Cristo edificou. Há a visão Católica Romana de uma igreja universal/visível, há a visão Protestante de uma igreja universal/invisível e há a visão do Novo Testamento e Batista de uma igreja local/visível.

A visão Católica da igreja como uma instituição universal e visível significa que todas as igrejas católicas nesse mundo são sujeitas ao Papa e, nessa maneira unidas, elas, coletivamente, constituem uma única igreja de Cristo sobre a terra. A palavra Católico significa universal no sentido de que existe no mundo inteiro. Na visão católica, a igreja é uma organização que existe no mundo inteiro. Uma única congregação, de forma alguma, é uma igreja, mas uma pequena parte de toda a igreja.

O catecismo católico Ser um Cristão, de Joseph V. Gallegher, diz, na questão 15, "Ela é a comunidade mundial dos seguidores de Jesus, unida pelo Papa". Entretanto, o Novo Testamento não fala da igreja universal ou católica em lugar nenhum! Em lugar nenhum a Palavra de Deus apresenta a igreja como uma organização nacional ou mundial que inclui todas as pessoas em um território, nação ou em toda a terra! O Novo Testamento nunca se refere a todas as igrejas como "A Igreja".

Segundo a visão protestante, a igreja é universal e invisível. Essa teoria da universalidade/invisibilidade da natureza da igreja começou durante a Reforma e foi criada pelos protestantes para se contrapor à teoria católica da universalidade/visibilidade.

Essa visão diz que a igreja é composta por todos os salvos em toda a terra. A qualquer tempo a pessoa salva torna-se membro desse grande e invisível corpo de Cristo.

Uma vez li sobre um homem que contou a um pregador que ele pertencia a uma grande igreja, o universal e invisível corpo de Cristo, a quem aquele pastor respondeu que no Novo Testamento podia localizar-se as igrejas e escrever para elas. Eu quero escrever a sua igreja. Dê-me o endereço dela e o nome do seu pastor!

Recentemente tem surgido uma espécie estranha de cristãos que se autodenominam Batistas Reformados, o que é um oxímoro.

Num dia desses recebi pelo correio a confissão de fé de uma dessas igrejas chamada "Confissão de Fé de Hampton Road". Veja o que essa confissão Batista Reformada diz sobre a igreja: "A igreja universal, todos os eleitos de Deus que já viveram, que estão vivos e que ainda viverão, compreende a verdadeira igreja universal ou Católica (...) em adição àquela Igreja Católica ou universal plenamente conhecida por Deus, Ele também fala nas Escrituras da igreja local (...) Toda igreja local, ajuntada por Deus, é independentemente uma igreja bíblica como um todo, e, também uma parte, uma expressão local da igreja verdadeira universal". O maior problema que os protestantes e esses chamados Batistas Reformados têm é que em lugar nenhum o Novo Testamento fala sobre uma igreja invisível.

O terceiro ponto de vista sobre a natureza da igreja é o do Novo Testamento e Batista, segundo o qual a igreja é local e visível em sua natureza. A palavra grega traduzida como igreja na versão do Rei Tiago é ecclesia, que significa e só pode significar uma assembléia convocada, uma assembléia pública ou congregação. Essa palavra sempre conserva esse significado de assembléia em todas as Escrituras. A igreja é uma assembléia, um grupo de pessoas que se reúne em algum lugar. Ecclesia nunca é usada nem no grego bíblico nem no grego clássico num sentido diferente de assembléia.

O Novo Testamento não conhece nenhuma organização mais abrangente ou geograficamente ampla do que a igreja local. A palavra igreja é usada no Novo Testamento para se referir a uma congregação local e, quando se refere a mais de uma igreja, usa-se a palavra igrejas no plural. A palavra igreja, no singular, nunca é usada no Novo Testamento para se referir a mais de uma congregação local. No Novo Testamento, várias congregações sempre referem-se as muitas igrejas separadas, como as sete igrejas na Ásia, as igrejas em Acaia, as igrejas na Macedônia etc. As igrejas verdadeiras da atualidade não são invisíveis dentro de igrejas visíveis, mas são assembléias de crentes verdadeiros moldadas a seguir o exemplo do Novo Testamento.

Vejamos mais detalhadamente como o Novo Testamento usa a palavra igreja, porque isso é muito importante para que se entenda exatamente qual é a natureza dela. Não nos esqueçamos de que a palavra sempre significa assembléia, sendo assim, precisamos notar três aspectos da palavra igreja segundo a forma como ela é apresentada no Novo Testamento.

Na maior parte dos casos, a palavra refere-se a uma assembléia local de crentes. Em alguns casos a palavra é usada para se referir a uma instituição ou de forma abstrata, e, em dois casos, é usada num sentido prospectivo ou escatológico.

A palavra igreja ocorre 113 vezes no Novo Testamento. Cinco delas referem-se a reuniões ou ajuntamentos não religiosos.

Em Efésios, por exemplo, toda a cidade reuniu-se no estádio, sendo incitada pelos espíritos dos inimigos de Paulo. Atos 19:32 diz, "Uns, pois, chamavam de uma maneira, outros de outra, porque o ajuntamento (Grego ecclesia) era confuso; e os mais deles não sabiam por que causa se tinham ajuntado". Essa assembléia não faz referência a uma igreja, todavia a palavra significa assembléia ou reunião de pessoas.

Em Atos 7:38, Estevão menciona algo chamado a igreja no deserto. "Este é o que esteve entre a congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no Monte Sinai e com nossos pais, o qual recebeu as palavras de vida para no-las dar". Essa palavra não se refere à igreja do Novo Testamento. Está referindo-se a Israel, no Velho Testamento, que ajuntou no Monte Sinai para receber as leis de Moisés. Os outros três usos dessa palavra, não se referindo à palavra igreja, no Novo Testamento, ocorrem em Atos 19:39, 41 e Hebreus 2:12.

A palavra igreja (ecclesia) é usada noventa e seis vezes no Novo Testamento em indubitável referência a uma congregação local ou uma assembléia de pessoas de Cristo.

A palavra é usada dez vezes em outro sentido, num sentido institucional, no qual usa-se o singular para o plural. Quando falamos do lar americano, não fazemos referência a nenhum lar americano em particular, mas ao lar como uma instituição em abstrato. É dessa forma que Paulo usa a palavra em Efésios 1:22 e Efésios 5:25.

Paulo fala de Cristo, que Deus "sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja" e, em Efésios 5:25, "Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela".

O Novo Testamento usa a palavra igreja duas vezes num sentido futuro ou escatológico para se referir a todos os salvos que estarão um dia reunidos num lugar no céu, a igreja na glória, como alguns preferem dizer. Vejamos ambos.

O primeiro é Efésios 5:27, onde Paulo está falando da igreja futura, quando diz "para a apresentar a si mesma igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível". Isso se refere apenas ao momento da glorificação, quando os santos serão todos levados juntos ao encontro do Senhor no ar e glorificados.

Agora, vejamos Hebreus 12:23, onde Paulo fala da "universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus". É importante relembrar que mesmo nessas duas instâncias a igreja é uma assembléia local e nada mais. Naquela ocasião futura, a igreja reunirá no ar e depois no céu, sendo um ajuntamento visível num lugar definido.

Atualmente a única igreja existente é um corpo local, independente e auto governável feito de crentes batizados. Nunca houve e nunca haverá uma igreja sem uma assembléia, e portanto, não há e nunca haverá uma igreja visível universal sobre a terra que não tem os seus membros ajuntados em um lugar. Biblicamente não se pode chamar de igreja a todas as igrejas católicas porque elas não podem reunir-se numa mesma assembléia. Biblicamente não se pode chamar de igreja a todos os salvos não reunidos numa mesma assembléia. As Escrituras estabelecem: sem assembléia, não existe igreja!

A igreja que Jesus Cristo estabeleceu era uma assembléia local e é essa igreja que Ele prometeu a perpetuar em Mateus 16:18, até que Ele volte. Há um abismo intransponível entre a Palavra de Deus e o Catolicismo em relação à natureza da igreja.

A IGREJA VERDADEIRA

Veja o que o Catecismo de Baltimore diz sobre qual é a igreja verdadeira. A resposta a essa questão # 152, neste catecismo é: "A única Igreja verdadeira estabelecida por Cristo é a Igreja Católica". A questão # 165, no Catecismo de Baltimore Revisado diz: "A Igreja é a congregação de todas as pessoas batizadas, unidas na mesma fé verdadeira, nos mesmos sacrifícios, nos mesmos sacramentos, sob o Santo Pai, o Papa ... (# 75) ... todos são obrigados a pertencer a Igreja Católica de alguma maneira para serem salvos".

De acordo com o Novo Testamento, porém, a igreja verdadeira, a igreja genuína é aquela que se conforma aos ensinamentos e aos padrões do Novo Testamento! A verdadeira igreja neotestamentária é uma congregação de crentes batizados que se unem para cumprir a grande comissão, que são fieis ao exemplo do Novo Testamento e das práticas das igrejas apostólicas. Isso inclui questões de organização, governo e disciplina.

No Novo Testamento, os verdadeiros crentes em Jesus Cristo foram chamados, não Católicos, mas, Cristãos, como lemos em Atos 11:26 e 26:28. Há uma diferença irreconhecível entre o Catolicismo e o que ensina o Novo Testamento sobre como é a igreja verdadeira!

O GOVERNO DA IGREJA

O governo da igreja católica é adequadamente chamado de hierarquia e trata-se da gradação de oficiais, em ordem decrescente, do Papa aos cardeais aos bispos aos padres. O governo da igreja católica é também autocrático, o infalível papa é quem rege tudo. Igrejas em particular ou católicos individualmente têm pouquíssima senão nenhuma voz na constituição da organização. Nessa organização, crença e prática são reguladas por quem está acima.

A resposta à questão # 137, no Catecismo de Baltimore, estabelece que "os evangelhos mostram que Cristo fundou uma igreja de sociedade visível e hierárquica, ou seja, inventou subordinados e superiores que adequadamente comandam os subordinados. O Papa e os bispos são a hierarquia dominadora. A Igreja é também uma sociedade monárquica na qual o Papa governa soberanamente, isto é, com autoridade sobre toda a Igreja. Pedro foi o primeira cabeça da igreja fundada por Cristo".

Mas as igrejas do Novo Testamento nunca tiveram a hierarquia e a monarquia que tem o Catolicismo! O governo da Igreja neotestamentária é o governo dos membros, pelos membros e para os membros da igreja local. Trata-se de uma democracia espiritual. Cada igreja neotestamentária é inteiramente independente das outras.

Tenhamos uma breve visão do governo democrático das igrejas do Novo Testamento: em Jerusalém a igreja toda elegeu um sucessor para Judas de acordo com Atos 1:15-26. Em Jerusalém a igreja toda elegeu seus diáconos de acordo com Atos 6:1-7. Em Antioquia, a igreja toda ordenou Paulo e Barnabé como missionários e enviou-os à obra conforme Atos 13:1-3. À essa igreja congregada em Antioquia Paulo e Barnabé responderam quando terminaram a primeira viagem missionaria conforme Atos 14:27.

As ações da igreja local são definitivas porque não há outro nível de autoridade no Novo Testamento. Não há nenhuma réplica às decisões da igreja segundo Mateus 18:15-17. O Senhor Jesus Cristo nunca deu às suas igrejas o direito de mudar a forma de governo da igreja revelada na sua palavra. Há um abismo intransponível entre o Catolicismo e a Palavra de Deus em relação ao governo da igreja. A Palavra de Deus requer democracia enquanto que o Catolicismo requer uma monarquia sob o domínio do Papa.

Há uma lamentável e irreconhecível diferença entre a Palavra de Deus e o que ensina a Igreja Católica sobre a igreja. Determinaremos então que, com a ajuda do Espírito Santo, nós, como uma igreja, sermos fiéis ao que a Palavra de Deus ensina sobre a igreja!

 

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Cap 4 - O CATOLICISMO ROMANO

CATOLICISMO E O PAPADO

"E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus" Mateus 23:9

Nesse terceiro capítulo, quero começar definindo alguns dos termos que usarei. O primeiro é Papa, que vem do Grego papas e, em Latim, papa significa pai. Esse termo refere-se ao oficial mais importante da Igreja, segundo o Catolicismo Romano. A palavra papado refere-se ao sistema de governo eclesiástico do qual o Papa é reconhecido como o cabeça suprema. A palavra papal significa do ou pertencente ao Papa. A palavra Pontífice é outro termo para Papa. A palavra Vaticano refere-se à sede do poder e da autoridade do Papa que está em Roma.

O ofício do Papa, e tudo o que está aí relacionado, não está sustentado pela Palavra de Deus. Esse oficio simplesmente não se encontra nela! Precisamos estabelecer esse fato logo de início. Os únicos dois oficiais que o Senhor Jesus estabeleceu em suas igrejas são o pastor (ou bispo ou presbítero, como também este oficio pode ser chamado) e o diácono.

O CATOLICISMO ENSINA QUE PEDRO FOI O PRIMEIRO PAPA

O Catecismo de Baltimore, Confraternity Edition, diz, na questão # 147, "Em Sua Igreja, Cristo deu um poder especial a São Pedro, fazendo-o o cabeça dos apóstolos e o mais importante professor e administrador de toda a Igreja ... São Pedro foi reconhecido pelos primeiros Cristãos como o cabeça da Igreja".

A questão # 148 continua, dizendo, "Cristo não intentava que o poder especial do mais importante professor e administrador de toda a Igreja pudesse ser exercido apenas por São Pedro, mas intentava que esse poder pudesse passar a seus sucessores, o Papa, o Bispo de Roma, que é vicário de Cristo sobre a terra e o visível cabeça da Igreja".

Por fim, a questão # 159 diz, "...O supremo poder de São Pedro na Igreja tem passado por uma linha ininterrupta de seus sucessores na Santa Sé de Roma".

O Catolicismo reivindica que Pedro foi Bispo, em Roma, de 42 d.C. a 67 d.C. (25 anos) e então crucificado pelo imperador Nero. A reivindicação do Catolicismo de que Pedro foi o primeiro Papa é crucial para todo o sistema Católico. A reivindicação de ter uma origem apostólica sustenta-se ou derroca com o fato de Pedro ter sido o primeiro Papa.

A Palavra de Deus não ensina que Pedro foi o primeiro Papa. Ela também não ensina que Pedro tinha autoridade sobre os outros apóstolos. A Palavra de Deus nem sequer conta-nos que Pedro foi a Roma. O Senhor Jesus Cristo não deu a Pedro autoridade sobre os outros apóstolos nem sobre a Igreja.

Em Mateus 20:25-27, o Senhor Jesus está corrigindo os discípulos por procurarem posições de honra e poder sobre os outros. "Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; e, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo".

Quem presidiu a única conferência das igrejas primitivas em Jerusalém, em Atos 15:13-21? Não foi Pedro. Foi Tiago! Pedro não falou primeiro, nem reivindicou o direito da direção e nem deliberou o veredicto final. Em Atos 8:14, encontramos Pedro, juntamente com João, sendo enviado pelos apóstolos a Samaria para cuidar de alguns assuntos. Pedro não está enviando aqui. Ele está sendo enviado. Essa é certamente uma indicação de que Pedro não era superior aos outros apóstolos.

Pedro foi repreendido e corrigido pelo apóstolo Paulo em Gálatas 2:11-21, portanto Pedro obviamente não era superior a Paulo, como o Catolicismo reivindica. Pedro não teve primazia sobre Paulo.

Nesse assunto é importante que descubramos exatamente o que Pedro reivindicou para si? Quando nos voltamos ao Novo Testamento, constatamos que Pedro nunca reivindicou supremacia sobre a Igreja ou sobre os outros apóstolos. Pedro nunca reivindicou ser o Papa. Em I Pedro 5:1, reivindicou ser presbítero entre presbíteros. Chama a si mesmo de presbítero, não Papa. "Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles...".

No versículo 3, Pedro continua instruindo aos pastores a não terem domínio sobre as igrejas. "Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus...". E, em I Pedro 2:25, Pedro diz que Cristo é Pastor e Bispo das almas, não ele mesmo, nem algum Papa! "Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas".

Numa ocasião em que as pessoas tentaram prostrar-se em adoração a Pedro, ele recusou tal adoração. Atos 10:25-26 diz, "E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebe-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem". Essa é uma atitude contrária a dos Papas, que se sentam sobre o trono em suas coroações e são adorados pelos Cardeais ajoelhados, e que beijam suas mãos direitas e seus pés.

Pedro nunca menciona Roma em nenhuma de suas cartas no Novo Testamento. Isso é realmente estranho se Pedro foi o primeiro Bispo de Roma e o primeiro Papa. Em I Pedro 5:13, Pedro diz àqueles a quem está escrevendo: "A vossa co-eleita em Babilônia vos saúda...".

A fim de tentar reafirmar o ensinamento de que Pedro foi Papa de Roma, o Catolicismo diz que Babilônia nesse caso é uma referência obscura a Roma. Numa nota introdutória sobre o livro de I Pedro, a Versão Fraterna da Bíblia da Igreja Católica diz, "O lugar da composição é dado como Babilônia...uma designação obscura à cidade de Roma".

Pedro nunca foi metafórico nem apocalíptico naquilo que escreveu. Pelo contrário, foi direto, na verdade, quase rude, naquilo que tinha a dizer. A Babilônia que Pedro menciona aqui é literalmente a cidade Babilônia, no Rio Eufrates, e Pedro está simplesmente dizendo que o eleito da Babilônia manda recordações aos Judeus Cristãos a quem Pedro estava escrevendo. Babilônia aqui não é mais obscura do que "...Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia", a quem Paulo endereça sua carta em I Pedro 1:1. Em Apocalipse 17:5, Roma é chamada Babilônia, mas Apocalipse é um livro apocalíptico, com uma linguagem muito figurativa e simbólica, enquanto que I Pedro não o é. As cartas neotestamentárias de Pedro não são nem endereçadas a Roma nem partem de Roma.

O que Paulo tem a dizer sobre o fato de Pedro ser o primeiro Papa e Bispo de Roma? Em todas as suas 14 cartas, Paulo nunca menciona que Pedro seja o Bispo de Roma ou que Pedro esteja em Roma. Paulo escreveu sua epistola à igreja de Roma em 58 d.C. O Catolicismo reivindica que nessa mesma época em que Paulo escreveu à igreja de Roma, Pedro era Bispo ou Pastor lá. Mesmo assim Paulo não fez nenhuma menção sequer de Pedro no livro aos Romanos.

Em Romanos 1:11, Paulo diz aos membros da igreja de Roma, "Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais conformados". Tal afirmação teria soado de forma rude e insultada para Pedro se ele fosse pastor lá há dezesseis anos, como ensina o Catolicismo. Em Romanos 16:3-16, Paulo manda recordações especiais a vinte e seis pessoas da igreja de Roma individualmente, nome por nome, mas não menciona Pedro.

Em outras epístolas neotestamentárias que Paulo envia de Roma, ele manda recordações a dezessete indivíduos, nome por nome, mas nunca menciona Pedro. Se Pedro estava em Roma quando Paulo escreveu de Corinto à igreja que estava lá, ou quando Paulo escreveu de Roma para Colossos, Éfeso, Filipos e para Filemom, Timóteo e Tito, por que não menciona Pedro uma vez sequer? Paulo não menciona Pedro em suas cartas à igreja de Roma ou em suas cartas de Roma PORQUE PEDRO NÃO ESTAVA LÁ, NEM NUNCA TINHA ESTADO LÁ!

A história de Lucas sobre as igrejas primitivas, no livro de Atos, descreve o trabalho de Pedro em Jerusalém, Samaria, Lida, Jope, Cesaréia e Antioquia, mas não diz uma palavra sobre Pedro estar em Roma. Uma vez que Paulo entra em cena, Lucas dá pouca atenção a Pedro em sua história, no livro de Atos. Isso não faz sentido se Pedro era superior a Paulo, sendo Papa sobre ele. Apenas uma tradição posterior, e não a Palavra de Deus ou a história, localiza Pedro em Roma.

A maioria dos historiadores não-católicos concordam que Gregório I ou Gregório o Grande, como ele é conhecido na história, foi o primeiro Papa que reinou como "bispo universal". Gregório reinou como o primeiro Papa de 590 a 604 d.C.. Isso ocorreu muito, muito tempo depois que Pedro já tinha saído de cena, na verdade, cerca de seis séculos.

A primazia de Pedro sobre a Igreja não é um conceito bíblico. Tudo o que se refere a Pedro como Papa permanece como lenda e tradição. Nada disso vem da Palavra de Deus.

O CATOLICISMO ENSINA QUE O PAPA É O VERDADEIRO VICÁRIO DE CRISTO SOBRE A TERRA E, PORTANTO, O CABEÇA DA IGREJA

O termo vicário significa substituto ou representante. Nossa palavra vigário está relacionada a ela. Nosso Senhor Jesus Cristo foi o substituto e representante dos seus eleitos em sua vida perfeita e justa, e em sua morte sofredora e sangüenta de cruz.

O Catecismo de Nova York diz, "O Papa ocupa o lugar de Jesus Cristo na terra ... por direito divino o Papa tem poder amplo e supremo, em relação à fé e às morais, sobre todo e qualquer pastor e seu rebanho. Ele é o verdadeiro vicário de Cristo, o cabeça de toda a Igreja, pai e professor de todos os cristãos. É o governador infalível, aquele que funda dogmas e autor e juiz de conselhos; o governador universal da fé, árbitro do mundo, supremo juiz de todos, não sendo julgado por ninguém. É o próprio Deus sobre a terra".

O Papa João XXIII disse em sua coroação, em Novembro de 1958, "Ninguém pode entrar no aprisco de Jesus Cristo se não for guiado pelo Supremo Pontífice. Os homens só podem chegar à salvação quando estão unidos a ele, isso porque o Pontífice Romano é o Vicário de Cristo e Seu representante na terra".

Se realmente o Papa é Vicário de Cristo sobre a terra, deveria haver muita similaridade entre os dois, mas isso não é realmente constatado quando observamos a Palavra de Deus. Cristo usou uma coroa de espinhos, o Papa usa uma coroa tríplice incrustada de jóias. Cristo disse, "Meu reino não é deste mundo", o Papa reivindica soberania espiritual e temporal no mundo. Cristo lavou os pés dos discípulos, exibindo um espírito de humildade digno a ser imitado por seus seguidores, o Papa apresenta o seu pé para ser beijado e requer genuflexões e que se ponham de joelhos aqueles que tem audiências com ele. Cristo era pobre e humilde, tanto que não tinha nenhum lugar para sequer deitar sua cabeça, mas a riqueza material do Papa é de bilhões. Cristo disse: a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está no céus, mas o Papa requer que todos o chamem de Santo Pai e seus padres sentem-se insultados se as pessoas não os chamam padres. Cristo viveu uma vida pura e modesta, muitos Papas têm vivido vidas notoriamente imorais e pecaminosas.

O verdadeiro vicário de Cristo sobre a terra não é o Papa, mas o Espírito Santo.

Em João 14:26, o Senhor Jesus está falando aos seus discípulos os preparando para quando Ele for para o céu e, nessa mesma ocasião Ele fala do Espírito Santo quando diz: "Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito".

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Foto utilizada com a permissão da Creative Commons Neil Armstrong2  Redação: Pastor Geciano Vieira