Só Jesus Cristo é o Senhor

Cuidado com Sua Vida Espiritual

22/03/2011 13:30

Esaú, o profano

Esaú não entendia as coisas do Espírito de Deus, porque lhe pareciam loucura. (I Cor. 2:14). Não podia entendê-las porque a sua mente era carnal, imediatista e mundana. Esaú só se interessava pelo presente, ignorando o futuro e as promessas de Deus. Será que muitos de nós não somos assim?

“Nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura”. (Hebreus 12:16)

Esaú e Jacó não parecem irmãos. Jamais se viu irmãos tão diferentes tanto na aparência, quanto no temperamento. Esaú era ruivo. Jacó era liso. Esaú era homem do campo, cheio de vigor e aventura. Jacó era pacato, amigo da casa e da cozinha. Esaú era o primogênito. Na cultura hebraica esta posição garantia o direito à maior parte da herança (Deut. 21:17), à esperança messiânica e ao sacerdócio da família. (I Cron. 5:1-2). Em termos de hoje, a primogenitura correspondia à posição do crente em Cristo, incluindo: a salvação, a santificação, o serviço e o galardão. Algo, portanto, para ninguém jogar fora.

Esaú, porém, jogou fora a sua herança. “Tinha Jacó feito um cozinhado, quando esmorecido, veio do campo, Esaú lhe disse: peço-te que me deixes comer um pouco desse cozinhado vermelho, pois estou esmorecido. Daí chamar-se Edon. Disse Jacó: vende-me primeiro o teu direito de primogenitura. Ele respondeu: estou pronto de morrer, de que me aproveitará o direito de primogenitura?...Assim desprezou Esaú o seu direito de primogenitura”. (Gen. 26:29,30,34)

Em toda a Bíblia, Esaú é apresentado como profano. No original grego a palavra profano significa: mundano, vulgar, sem santidade, fora do templo. Esaú faz jus à classificação. Ele sempre se portou como mundano. Outra característica desse homem é o desprezo pelas coisas santas. Veja que raciocínio estranho o deste homem: “que me aproveitará a primogenitura”? Estas palavras revelam que Esaú não se interessava pelas coisas de Deus. Ele não valorizava o que é sagrado. A primogenitura lhe era desprezível. As coisas materiais eram mais importantes. Satisfazer apetite era mais importante que obedecer a Deus. Esaú não entendia as coisas do Espírito de Deus, porque lhe pareciam loucura. (I Cor. 2:14). Não podia entendê-las porque a sua mente era carnal, imediatista e mundana. Esaú só se interessava pelo presente, ignorando o futuro e as promessas de Deus.

Será que muitos de nós não somos assim? Quantos de nós temos “um pensamento diferente quanto o asunto é sexo antes e/ou fora do casamento” ? Quantos de nós, não queremos o evangelho somente quando prometem bênçãos, mas fugimos quando se trata de viver uma vida digna?

Esaú teve um comportamento totalmente diferente ao Filho de Deus. No deserto Jesus desprezou os “pães da tentação”, preferindo o alimento da Palavra de Deus. (Mat. 4:4). A sua comida, na verdade, consistia em fazer a vontade de Deus. (Jô. 4:34).

Desprezo ao sagrado sempre foi presente na história do povo de Deus. Na peregrinação pelo deserto, os judeus desprezaram o pão do céu, tratando-o como “pão vil”. Pouco tempo depois desprezaram a aprazível terra de Canaã que haviam recebido como herança. (Zc. 11:13, Mat. 22:5).

Esaú pagou caro pelo desprezo à sua primogenitura. Mais tarde, quando tentou recuperar a bênção, foi rejeitado. Não houve lugar para arrependimento. Não houve segunda chance

A história de Esaú é exemplar. Ela serve como advertência para os crentes que valorizam pouco a fé, a Igreja, a Palavra de Deus e a vida cristã. Crentes que trocam os cultos dominicais pela transmissão da fórmula 1 ou pela decisão do campeonato de futebol. Crentes que cochilam ou lêem gibis nos cultos. Crentes que dormem durante a pregação da Palavra de Deus ou saem do santuário durante a mensagem. Como Esaú, esses crentes estão perdendo privilégios e bênçãos. Bênçãos que jamais poderão recuperar. Nem mesmo com lágrimas. Como fez Esaú, o profano.

 

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Foto utilizada com a permissão da Creative Commons Neil Armstrong2  Redação: Pastor Geciano Vieira